01 · Conhecimento em movimento

Escrevo sobre o que aprendo desde 2007.

Ainda na faculdade, comecei a resumir o que aprendia sobre Java, Adobe Flex e arquitetura em tutoriais no Blogspot. Escrever me ajudava a organizar as ideias; publicar ajudava outras pessoas. Vieram leitores, conversas em fóruns, palestras e convites para dar aula. Compartilhar o trabalho acabou virando parte do próprio trabalho.

Captura do Blogspot de Rodrigo em dezembro de 2007Ver o blog original de 2007 ↗

02 · Quando a distância desapareceu

Antes do diploma, o trabalho já atravessava fronteiras.

Os artigos começaram como resumos do que eu aprendia na faculdade. A audiência cresceu, vieram palestras em eventos de tecnologia e, pouco depois, um contrato com uma empresa de Portugal. Eu ainda não tinha concluído a primeira graduação quando passei a trabalhar de Foz do Iguaçu, recebendo em euros, para pessoas que nunca haviam dividido uma sala comigo.

Na sequência vieram projetos para empresas nos Estados Unidos e depois para organizações em São Paulo. A distância deixou de ser obstáculo antes mesmo de o mercado chamar isso de trabalho remoto. O que sustentava a relação não era presença física: era aprender rápido, comunicar com clareza e entregar.

Foi daí que nasceu a EITS, uma software house que operou por 19 anos. Passei a reunir projetos, formar equipes e assumir a arquitetura de produtos muito diferentes entre si.

A Gamifier veio em paralelo. Peguei práticas de gamificação que usávamos com equipes de desenvolvimento e transformei isso em um SaaS para vendas e suporte.

Depois veio a ViaFronteira, um marketplace entre Brasil, Paraguai e Argentina. Chegou a 30 mil usuários ativos em menos de um ano, mas não se sustentou comercialmente. Nos últimos anos, passei a trabalhar mais com saúde, DICOM e operação hospitalar. Agora estou de volta aos experimentos pequenos, desta vez com LLMs, agentes e coding agents.

Brazilorigem
Portugalprimeiros projetos remotos
Estados Unidosproduto e mercado
Mundoprodutos, saúde e agentes
Trabalho remoto antes de virar rotina.
Depois de dezenas de produtos, os padrões começam a se repetir.
90+produtos modelados e acompanhados como arquiteto
2exits — negócios vendidos ou incorporados
20+anos projetando e construindo software
~12tentativas de SaaS que não viraram negócio :)
dezenasartigos científicos e publicações técnicas

04 · Tecnologia como repertório

A stack depende do problema.

Já trabalhei com muitas linguagens, frameworks e tipos de sistema. Não tenho interesse em defender uma stack para tudo. A escolha depende do problema, da equipe, das restrições e de quem vai manter o software depois.

Continuo gostando de abrir uma tecnologia nova, montar algo pequeno e entender onde ela funciona — e onde não funciona. Algumas entram no repertório; outras ficam só no experimento.

JavaSpringHibernateBlazeDSAdobe FlexPHPZend FrameworkJavaScriptTypeScriptSQLPostgreSQLAuroraElasticsearchRustFlutterRESTWebDesktopMobileSaaSPACSRISDICOMDICOMwebKubernetesAWSGitOpsCloud-nativeObservabilidadeGeoprocessamentoStreaming de áudio e vídeoLLMsAI agentsCoding agentsAgent harnessesMCPTool useContext engineeringOrquestraçãoOpenClawHermesKavorKortex

05 · Uma nova engenharia de software

Software agora também é construído por software.

Hoje, coding agents já leem repositórios inteiros, usam ferramentas, executam testes e trabalham em tarefas relativamente longas. OpenClaw, Hermes e outros assistentes mostram outra parte dessa mudança: software que mantém contexto e acompanha o trabalho por mais tempo.

Quero usar este blog para registrar o que tenho aprendido construindo agentes para saúde, operação, atendimento e desenvolvimento: o que funciona, onde quebram e quais práticas de engenharia continuam fazendo diferença.

06 · Música

Longe das telas, meu hobby é música.

Tenho um estúdio, algumas guitarras e pedais demais. Gosto de testar combinações, mexer em timbres e tocar sem transformar tudo em projeto ou produto.

Às vezes sai música. Às vezes só barulho. Os dois valem.

Este site

Continuo escrevendo.

Este site é um laboratório e um arquivo: ideias em construção, decisões examinadas e consequências que merecem ser registradas.