01 · Conhecimento em movimento
Escrevo sobre o que aprendo desde 2007.
Ainda na faculdade, comecei a resumir o que aprendia sobre Java, Adobe Flex e arquitetura em tutoriais no Blogspot. Escrever me ajudava a organizar as ideias; publicar ajudava outras pessoas. Vieram leitores, conversas em fóruns, palestras e convites para dar aula. Compartilhar o trabalho acabou virando parte do próprio trabalho.
Ver o blog original de 2007 ↗Blog no Blogspot
Eu publicava tutoriais enquanto ainda estava entendendo os assuntos.
Fóruns e eventos
Os textos trouxeram leitores, conversas, palestras e bons contatos.
Sala de aula
Dei aula em faculdades por cinco anos. Explicar bem virou parte da engenharia.
Pesquisa e revistas
Também escrevi artigos científicos e para revistas técnicas.
Do texto à operação
EITS, Gamifier, ViaFronteira e muitos sistemas levaram as ideias para produção.
De volta aos testes
LLMs e agentes me fizeram voltar a experimentar e documentar como no começo.
02 · Quando a distância desapareceu
Antes do diploma, o trabalho já atravessava fronteiras.
Os artigos começaram como resumos do que eu aprendia na faculdade. A audiência cresceu, vieram palestras em eventos de tecnologia e, pouco depois, um contrato com uma empresa de Portugal. Eu ainda não tinha concluído a primeira graduação quando passei a trabalhar de Foz do Iguaçu, recebendo em euros, para pessoas que nunca haviam dividido uma sala comigo.
Na sequência vieram projetos para empresas nos Estados Unidos e depois para organizações em São Paulo. A distância deixou de ser obstáculo antes mesmo de o mercado chamar isso de trabalho remoto. O que sustentava a relação não era presença física: era aprender rápido, comunicar com clareza e entregar.
Foi daí que nasceu a EITS, uma software house que operou por 19 anos. Passei a reunir projetos, formar equipes e assumir a arquitetura de produtos muito diferentes entre si.
A Gamifier veio em paralelo. Peguei práticas de gamificação que usávamos com equipes de desenvolvimento e transformei isso em um SaaS para vendas e suporte.
Depois veio a ViaFronteira, um marketplace entre Brasil, Paraguai e Argentina. Chegou a 30 mil usuários ativos em menos de um ano, mas não se sustentou comercialmente. Nos últimos anos, passei a trabalhar mais com saúde, DICOM e operação hospitalar. Agora estou de volta aos experimentos pequenos, desta vez com LLMs, agentes e coding agents.
Trabalho remoto antes de virar rotina.
03 · Experiência acumulada













Depois de dezenas de produtos, os padrões começam a se repetir.
04 · Tecnologia como repertório
A stack depende do problema.
Já trabalhei com muitas linguagens, frameworks e tipos de sistema. Não tenho interesse em defender uma stack para tudo. A escolha depende do problema, da equipe, das restrições e de quem vai manter o software depois.
Continuo gostando de abrir uma tecnologia nova, montar algo pequeno e entender onde ela funciona — e onde não funciona. Algumas entram no repertório; outras ficam só no experimento.
05 · Uma nova engenharia de software
Software agora também é construído por software.
Hoje, coding agents já leem repositórios inteiros, usam ferramentas, executam testes e trabalham em tarefas relativamente longas. OpenClaw, Hermes e outros assistentes mostram outra parte dessa mudança: software que mantém contexto e acompanha o trabalho por mais tempo.
Quero usar este blog para registrar o que tenho aprendido construindo agentes para saúde, operação, atendimento e desenvolvimento: o que funciona, onde quebram e quais práticas de engenharia continuam fazendo diferença.
Kavor
Um sistema visual para trabalhar com coding agents sem reduzir engenharia a uma conversa: conecte agentes, especificações, arquivos, terminais, decisões e evidências em um grafo durável.
Veja o Kavor em práticaKortex
Agente conversacional sobre dados clínicos e operação hospitalar.
Agent Asaph
Agente no WhatsApp para equipes de música.
ViaFronteira
Concierge de compras cross-border pelo WhatsApp.
06 · Música
Longe das telas, meu hobby é música.
Tenho um estúdio, algumas guitarras e pedais demais. Gosto de testar combinações, mexer em timbres e tocar sem transformar tudo em projeto ou produto.
Às vezes sai música. Às vezes só barulho. Os dois valem.Este site
Continuo escrevendo.
Este site é um laboratório e um arquivo: ideias em construção, decisões examinadas e consequências que merecem ser registradas.




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